E eu sou pequenina, do tamanho de uma concha do mar. Mas tu não sabes. Tu não sabes que eu tenho coração de vidro. Tu não sabes. Não sabes o borrão emocional em que me tornei, nem em quantas lágrimas me regenero. E é tão difícil ser pequena. É tão díficil ser assim tão frágil, tão porcelana, tão orgulho esfarrapado. Eu sei, eu sei que não percebes. Eu sei que não és capaz de me decifrar nas entrelinhas nem nos parágrafos ocultos, ou nas frases em que me reescrevo e me reinvento. Mas é tão díficil ser pequenina, do tamanho de uma concha do mar. E é tão fácil ser tua, meu amor. Tua. É tão bom quando pegas em mim, e me guardas no bolso, para que eu nunca me perca. E depois observas-me, como se fosse de uma beleza escultural. Voltas a guardar-me, a proteger-me. Do frio, da chuva, do desamor. E ficas sempre comigo, meu amor. Ficas sempre comigo.

Um comentário:

Catarina disse...

Gostei muito do teu blog!
Vou seguir***
:)